terça-feira, 23 de maio de 2017

Se mantenha no fluxo e tudo será como é

Há algum tempo, ando lidando com situações imprevisíveis, não tenho garantias de resultados positivos e preciso lidar com  os riscos e as surpresas que surgem ao longo do caminho.

Esse conjunto de situações tem me ajudado a experienciar a dinâmica e a incerteza da vida. Eu me deparo com limitações e possibilidades, muitas vezes, bem diferentes do que eu imaginava.

Sinto-me instável e frustrada. Preciso me adaptar às situações incertas. A medicina não responde minhas dúvidas e eu não tenho respostas para questões existenciais. É um conjunto de coisas que tira o chão debaixo dos meus pés, por vezes.

O susto é inerente à vida. O medo não passou. Em meio à instabilidade, procuro me adaptar me mantendo disponível na medida das minhas disponibilidades. A aceitação das situações externas está me trazendo amadurecimento e mais tolerância sobre aquilo que não posso mudar, e algo mais concreto sobre o amor e a dedicação. E a percepção de que as pessoas são muito importantes e mais, ainda, o que elas representam em nossas vidas.



Procurar me manter no fluxo dos acontecimentos da vida me dá a sensação de estar dentro de uma boia, navegando no leito do rio, ora a correnteza forte, ora tranquila e ora, ela me leva até a beira do rio. A boia não oferece resistência, a energia se mantém e as ações acontecem na medida das novidades e necessidades que vão surgindo. Isso é estar no fluxo da vida.

Tenho buscado a meditação como ferramenta. Sentir a respiração, o corpo e observar os pensamentos por alguns minutos tem me feito bem. Aquieta a mente e me traz de volta para o fluxo e para meu centro, assim, tudo será como é.

terça-feira, 28 de março de 2017

Mudando minha alimentação, mais consciência, mais conhecimento, melhores escolhas

Há algum tempo, eu vinha meio insatisfeita com o meu corpo e minha saúde física. Sabe quando você percebe que precisa fazer algo para mudar o estado de coisas, e sabendo que é complexo e demanda força de vontade, fica adiando?

Pois então, eu estava desse jeito, numa inercia de fazer vergonha! O cansaço, a falta de tempo e a preguiça de pensar estavam conduzindo a situação. E eu ali sentada na zona de conforto!

Daí, um dia, navegando pela internet encontrei um link falando sobre a Semana de Alimentação Extraordinária, uma série de vídeos com Flávio Passos a respeito de saúde. Era gratuito e eu me inscrevi!



Assisti a todos os vídeo, baixei os e-books e comece a seguir algumas sugestões. O Flávio Passos fala sobre um conceito amplo de saúde, que envolve alimentação saudável, prática de atividades físicas, bom sono, vida produtiva, bons relacionamentos e felicidade. Ele quebra vários paradigmas antigos sobre alimentação, como a importância de ingerir gorduras boas diariamente, além de falar sobre os malefícios da ingestão dos açúcares e do trigo. Indica opções de alimentos saudáveis, ensina receitas e te deixa completamente à vontade para que fazer as adaptações que julgar necessárias, a fim de atender a sua individualidade. 

Tem uma frase dele que eu gosto muito: "Não tente ser perfeito, num mundo imperfeito". Procure fazer o melhor que você puder para o momento.

Na sequência da Semana de Alimentação Extraordinária, ele lançou uma nova turma do seu curso. Pensei um bocado e me inscrevi no "Coma fora da Caixa". Gente, é muito bom!! Eita, decisão acertada! O que ele fala é música para meus ouvidos. Informações com bases muito boas, com indicação de leituras, caso você queira aprofundar seus estudos. É o tipo de pessoa que pratica aquilo que fala. Estou muito feliz e animada com o curso e com as novas possibilidades para transformar a minha alimentação e a minha saúde.

Hoje, eu estou praticando o desafio inicial de evitar o consumo de trigo por 30 dias, somado à redução do consumo de açúcares, por minha conta. É simples e complexo ao mesmo tempo. Olhei a minha alimentação e vi que a base era trigo, no café, no almoço e sobretudo, no jantar. Pensei: e agora? o que eu faço? Comecei do começo. Resolvi experimentar o desafio para tirar as minhas próprias conclusões.

Assim, suspendi o consumo do trigo e dos açúcares. Senti falta das massas e dos doces, senti dor de cabeça, fiquei ansiosa e muito mal humorada nos primeiros dias. Aos poucos, eu estou me acostumando a comer outros alimentos, encontrando alternativas, pesquisando receitas e ingredientes diferentes. Tenho cozinhado mais e ando me sentindo muito bem. Não tive mais dores de cabeça e estou mais disposta e atenta. As mudanças no meu corpo, como a diminuição do inchaço e a perda de peso, são consequências do comer bem!

Tirar os excessos da alimentação e escolher aquilo que me faz bem, também é Minimalismo!

E aí, que tal se desafiar um pouco?

sábado, 25 de março de 2017

Assuma as escolhas de vida que fez

Há tempos venho buscando reconhecer a minha própria natureza, procurando ser fiel a mim mesma, tanto quanto possível. Fiel ao respeitar as minhas preferências e necessidades e a fazer escolhas conscientes e alinhadas a isso.




Se reconhecer é algo trabalhoso. Precisa de vontade, disposição e coragem. Encontrar muito de si e manter o foco é importante. Nada de fugas e de buscar caminhos fáceis, principalmente quando surgem atitudes questionáveis e sentimentos ruins.

Ás vezes, acho que seria muito bom viver como uma monja enclausurada. Me dedicando às tarefas diárias do mosteiro e aos trabalhos espirituais. Desapegada de bens materiais e vivendo em prol de um bem maior. Parece que o contexto, o ambiente e a filosofia se somam e a Vida Simples é consequência natural.

Já no mundo, parece que para viver uma Vida Simples é preciso uma tomada de decisão consciente. É fazer escolhas que são boas para você. É questionar o sistema que insiste em dizer o que devemos consumir. É dizer não para aquilo que você não escolheu. Quando procuro colocar os bens materiais no seu lugar, ou seja, como uma ferramenta para facilitar a vida e deposito o foco na experiência de viver, algo acontece.

Sinceramente, parece haver uma necessidade de ajuste constante entre o mundo externo e o mundo interno, assim, todos os dias é preciso reafirmar para si as escolhas de vida que fiz, quer ao optar por uma vida simples ou pelo caminho profissional que trilhei.

Desejo que todas  essas escolhas conscientes que eu fiz possam ser, a cada dia, mais e mais naturais para mim.

Como você lida com suas escolhas?

quarta-feira, 15 de março de 2017

A arte de seguir adiante

Quem me acompanha, sabe que ando com problemas familiares e que estou sofrendo por conta disso. Essa dificuldade tem me afetado sobremaneira. Ora no físico, ora no mental, ora no emocional. Durante esse tempo tenho buscado alternativas para me manter, minimamente, bem.




Não sou expert no assunto, apenas me aventuro a compartilhar o que tem me ajudado. Que, de certa forma, também é útil em tempos tranquilos.

Primeiramente, dê a si um tempo para observar e digerir as dificuldades que se apresentarem a você.

Seja realista e muito franco consigo, busque os fatos e as orientações de quem entendi do assunto, se possível. Então, pense e perceba o que você pode fazer.

Muitas vezes, não é possível encontrar a cura para a doença que afeta uma pessoa querida ou evitar que ela sofra, por exemplo. É fato, nós somos limitados sob esse aspecto. Por outro lado, há muito que possamos fazer para confortar. Uma conversa leve, boas risadas, uma comida gostosa, um passeio ao ar livre, até mesmo, conversas francas onde se chora junto, ocasião em que um afago é muito bem vindo.

Quando uma dificuldade perdura por muitos meses, se torna complexo acompanhá-la por todo o tempo. Em algum momento é preciso retomar o trabalho e a vida pessoal. É aí que tomamos consciência de que não conseguimos dar conta de todos afazeres, que a vida continua e que precisamos das outras pessoas. É hora de procurar ser flexível para fazer visitas, tanto quanto possível, e para ser gentil consigo quando não tiver condições para isso.

É momento de se cuidar, também, e de permitir que a vida siga adiante. Sem culpas, entregando ao universo os supostos controles da própria vida!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O desafio de viver um Câncer

Interessante como evitamos falar de alguns assuntos. São verdadeiros tabus entre as pessoas. Não que sejam vergonhosos, creio que por serem difíceis, evitamos falar ou pensar a respeito.



Sara e Denilsa




Acredito que seria bom falar e pensar um pouco sobre eles para que pudéssemos nos familiarizar. Eu me refiro a assuntos relacionados a doenças, envelhecimento, separação, morte e outros, todos inerentes à condição humana. Ao mesmo tempo que eles fazem parte de nossas vidas, preferimos não lembrar que eles existem e nem tocar no assunto, não é mesmo?

Atualmente, estou acompanhando uma pessoa da minha família que está vivendo um Câncer. É, isso mesmo! É uma experiência forte! Faço questão de manter os olhos bem abertos e viver o que se apresenta, buscando compreender a vida. 

Ao saber da existência da doença, a primeira coisa que veio a minha cabeça foi a possibilidade da morte. Depois eu descobri que a relação não é direta assim. Há tratamentos que podem trazer a cura, se não, uma vida com qualidade. Ou seja, há vida pela frente sim!






Descobri que muitas pessoas não querem ouvir falar em câncer. Tem pessoas que não querem dizer que estão doentes. E para algumas é uma palavra que não deve ser pronunciada!

Descobri que o câncer não diferencia gênero, idade, etnia ou orientação sexual. Qualquer um podem ser atingido. Vi jovens, velhos, homens e mulheres nos consultórios médicos e nas clínicas de quimioterapia.

Depois de vencida a etapa de se reconhecer doente, percebi que vem a busca pela cura e a fé. O médico vai indicar o tratamento adequado para o caso, que pode envolver cirurgias, quimioterapia, radioterapia e medicamentos via oral, além de acompanhamento com nutricionista e psicólogo. 

A quimioterapia é uma parte do tratamento que provoca muitas mudanças no corpo do paciente. Assim, quem observa percebe que algo acontece. Perda de peso e de cabelos, mudança na coloração da pele, fraqueza, náuseas, cólicas. Tudo isso vivido em ciclos. Dias ruins e depois, dias bons. O tempo parece correr de uma forma diferente do habitual.

Rafaele


É hora de viver um dia de cada vez. É hora de ser paciente consigo. É hora de receber o amor daqueles que estão por perto. É hora de comer o que tem vontade. É hora de aproveitar o momento favorável. É hora de procurar vencer os desafios e se enriquecer com eles. É hora de esquecer os planos e de pensar na vida e, também, na morte.

Por isso, quando você vir uma pessoa "carequinha" na rua ou com lenço na cabeça, olhe para essa pessoa com respeito, você está diante de um guerreiro!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O que eu aprendi sobre a vida nesses dois meses

Já falei sobre o adoecimento da minha mãe em vários textos, eu sei. Desculpas se me torno repetitiva assim, é que tem sido uma experiência forte para mim. E como eu gosto de partilhar minhas vivências, natural que eu queira escrever a respeito.




Muitas coisas mudaram nesses últimos dois meses, e eu aprendi várias coisas sobre a vida e as pessoas:

1. Desconfio que muitas coisas são colocados à prova quando algo sério acontece em nossas vidas. Percebo que não estamos preparados para receber uma notícia difícil sobre a nossa própria saúde ou de uma pessoa da família. Cada um reage à sua maneira. Sou do tipo que fica paralisada e precisa de um tempo para digerir a história. Depois se torna possível pensar em alternativas.

2. Para mim é natural ajudar. Isso pode ser bom ou ruim. A questão é saber como e quanto ajudar o outro, respeitando as suas escolhas. Percebi que é bom observar e ir dosando a ajuda de que a pessoa precisa. O que se deseja é que a pessoa se recupere e possa seguir independente mesmo com algumas limitações.

3. Aprendi que a casa da minha mãe não é mais a minha casa. A partir do momento que saí de lá e construí minha própria vida, eu descobri meus gostos e preferências e ela encontrou outra forma de funcionar. É importante reconhecer e respeitar as individualidades e os espaços de cada um. Não dá para interferir, a menos que sejamos solicitados.

4. Aprendi que as pessoas são diferentes e a forma como se relacionam também é diferente. Eu não posso tentar impor o meu jeito e acreditar que o outro vai agir da forma que eu espero e acredito ser o certo. Não, não mesmo. A questão é perceber e respeitar essas diferenças, procurar entender o outro e assim, ter flexibilidade para se relacionar com pessoas diferentes.

5. Aprendi também que não tenho o controle. Questionei e busquei informações sobre a doença da minha mãe afim de ter algumas certezas ou segurança. Não encontrei. As etapas acontecem uma a uma. Concluí que não se tem certezas nessa vida, há o imponderável!

6. Entendi que o tempo é algo relativo. Eu achava que meu tempo do cotidiano era curto e que não conseguiria encaixar outras atividades. Percebi que ter ou não ter tempo é uma questão de prioridade mesmo. As coisas sem importância são deixadas de lado, para que o realmente importante ocupe o seu lugar.

7. Aprendi que se vence os medos vivenciando eles. E que ficar de longe, faz com que os medos pareçam muito maiores do que eles são na verdade. Depois que os medos são superados, a sensação de vitoria pessoal é compensadora!

8. Aprendi que ficar quieta na zona de conforto pode ser agradável e também limitante. O crescimento vem quando saímos dessa área e vamos para o mundo viver com as pessoas e lidar com situações novas.

9. Entendi que é bom se planejar, desde que tenhamos em mente que, na realidade, as coisas podem não se concretar ou sair diferente do que imaginávamos. Que é importante está aberto a mudanças e ajustes e que, muitas vezes, só é possível planejar o mês em que se vive, porque há situações que não podemos vislumbrar de antemão.

10. E por fim, perceber a fragilidade humana, o final de vida de uma pessoa e a aproximação da morte me faz pensar que somos finitos e que, em algum momento, que não sabemos, a vida vai acabar. E eu me pergunto: o que tenho feito da minha vida?

E você, o que tem feito da sua?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Reconheça sua raiva e tire proveito disso

Ando atenta às minhas relações. Talvez seja o reflexo do tempo em que andei introspectiva pensando sobre mim; quando percebi que o que acontece fora, também reflete no pessoal, trazendo pensamentos e sensações atuais e do passado.





O relacionamento com minha mãe ilustra bem o pensamento. Parece que cada situação que vivemos hoje, não se trata apenas dessa em particular. Percebo que cada situação vivida ressuscita outras histórias semelhantes, vividas no passado. As emoções são intensas e tudo parece muito maior do que é na atualidade!

Normalmente, quem está de fora, não vê a situação como eu vejo e não sente o que eu sinto. E não entende o porquê de tanto "barulho", sabe? 

Eu gosto muito de dialogar, acredito que uma boa conversa pode evitar problemas ou mal entendidos, trazer verdades e esclarecimentos, onde cada um pode se expressar como é. Eu busco agir assim e enxergo a vida do mesmo modo. No entanto, as pessoas com quem me relaciono são diferentes, pensam e agem de forma diferente. Natural. Talvez, fale de forma indireta ou não estejam dispostas a ter uma conversa oficial. Cada um a seu modo e, por isso, as expectativas de ambas as partes são frustadas.

Eu estava acreditando que ajudava minha mãe na sua recuperação buscando uma pessoa para auxiliá-la. Ela aceitou num primeiro momento, devido a necessidade inicial e depois por não querer conversar comigo a respeito. Na prática do cotidiano, ela achou que não precisava mais da pessoa. Normal, né? E que bom! Sinal que ela está bem!





Passamos um tempo meio alheias à situação. Ela não me contou o que pensava. Eu não perguntei como estava. Acreditei, bobamente, que estava dando certo! Finalmente! Apesar de saber que ela quer preservar a sua independência a todo custo. Ela foi "tolerando" a tal ajuda. Sabe o que aconteceu? Quando eu perguntei como estava com a ajudante, ela se alterou, a irmã dela também, discutimos feio e resultou na demissão da enfermeira.

Na discussão, veio à tona, de forma intensa, muita raiva e mágoas do passado. Percebi que o nosso relacionamento funciona desse jeito desde a minha adolescência e que eu não gosto disso. Sensação de desonestidade, de frustração, de ter cometido erro e de não ter visto o que estava acontecendo. Enfim. Muita coisa! Muita coisa para ser revista.

Colocando o olhar em mim, pois é quem me diz respeito, eu me pergunto. Porque foi preciso chegar a este ponto para que a situação fosse vista, conversada e resolvida? Será que uma iniciativa de conversa honesta das partes  não teria sido uma boa opção? E eu, porque me enganei, se, na verdade, eu conheço minha mãe? Será que eu achei que minha maneira de conduzir a situação era a mais adequada? Será que esqueci que o outro é diferente de mim? Porque não percebi os sinais de que não estava dando certo? E agora, como eu lido com toda essa raiva que eu sinto? Ficam muitos questionamentos, sabe? Alimento para muito trabalho interior.

Os sentimentos ainda estão à flor da pele e eu estou procurando lidar com todos eles. Reconhecendo cada um e me oferecendo o tempo que eu preciso. Penso que a discussão teve a sua função e eu estou tirando proveito dela, no sentido, de buscar entender o acontecido, a forma de funcionamento desse relacionamento e o que eu posso fazer diferente. Quero entender, também, de onde vem toda essa raiva, o que ela significa para mim e o que eu posso aprender com tudo isso. Estou caminhando.

E você como lida com sua raiva? Como se relaciona com seus pares?


Se mantenha no fluxo e tudo será como é

Há algum tempo, ando lidando com situações imprevisíveis, não tenho garantias de resultados positivos e preciso lidar com  os riscos e as su...