sábado, 18 de maio de 2013

Dia 61 - O Consumismo e o Comportamento Humano

Pensando sobre minimalismo, cheguei à conclusão que sou minimalista em vários aspectos da minha vida. Apenas no que dizia respeito às roupas, eu estava "patinando", embora nunca tenha feito nenhuma extravagância no que diz respeito a roupas caras. Mas era pega pela vaidade, aquele vontade de estar sempre bonita e na moda.

O que mais me impressiona é como as pessoas mudam quando tem algum poder aquisitivo. Vejo pessoas se tornando soberbas por achar que tem algum poder e status. De repente, elas não pisam mais no chão, parece que estão acima do bem e do mal. Fazem questão de trocar de carro todo ano, fazer várias viagens internacionais e compram casas enormes em condomínios de luxo. Quando mulheres, há um desfile de joias, bolsas, calçados e roupas grifadas, tudo da última moda. Cabelos processados, unhas pintadas e algumas cirurgias plásticas feitas. Vivem assim e acham que estão aproveitando a vida! Por outro lado, com todo este luxo, ainda ouço queixas de muitas delas, parece que buscam algo que falta em seu interior nas coisas materiais, só que estas coisas não preenchem e não trazem felicidade. Há apenas um prazer momentâneo, pura ilusão.

Vivi de forma muito simples apenas com o necessário por muitos anos. Estudei e lutei em busca de uma vida mais confortável. Quando tive tudo nas mãos, exausta, percebi que o mais interessante foi a busca e o caminho que percorri até chegar ali, e o mais importante, consegui alcançar meu objectivo. Os bens materiais não trazem felicidade e satisfação, em absoluto. Agora, me vejo fazendo o caminho inverso, buscando minha simplicidade interna. É um caminho árduo e também, muito interessante.

Vivemos num mundo consumista. Eu me sinto bombardeada por propagandas na Tv, nas revistas, na Internet, no e-email, enfim, há um incentivo generalizado para o consumo. É muito difícil dizer não a tudo isso e buscar um hábito de consumo mais equilibrado, dentro do aceitável, consumindo por opção e apenas o que é realmente necessário. Acho que para nós, mulheres, é ainda mais difícil, porque muitas das propagandas são endereçadas a nós. Propagandas de cosméticos, de procedimentos estéticos, de roupas, calçados, bolsas, acessórios e electrodomésticos. Alimentos, carros e imóveis. Sabemos que a maioria das decisões sobre consumo doméstico e familiar são tomadas pelas mulheres. É a mulher que decide em qual casa morar, o que a família consome em termos de alimentos, qual carro a família vai comprar, que viagem de férias a família vai fazer e em qual escola as crianças vão estudar. E nós, muitas vezes, não somos educadas para saber como lidar com o dinheiro, como administrá-lo bem e empregá-lo em coisas realmente importantes. É um aprendizado constante. Sinto que eu fui aprendendo, de forma empírica, na tentativa e erro. Creio que o amadurecimento foi me trazendo esta consciência. É importantíssimo pensar tudo isso e tomar decisões no sentido de ficar alerta e não se deixar seduzir.

Acho que ter objectivos maiores ajuda a manter o foco e não dispersar no desfrute de prazeres momentâneos.

Um comentário:

Lidando com sentimentos de perda

Tenho lidado com sentimentos intensos e profundos, ultimamente. Uma sensação de perda enorme. De que está faltando uma pessoa muito importan...