quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia 129 - 2 de 50 Humildade para mudar e o vazio existencial

Por aqui no segundo dia, com uma vontade grande de abrir o coração e falar do que estou sentindo e pensando ultimamente.

Considero a humildade uma qualidade importante quando se quer avançar e melhorar em aspectos da vida. Desde que comecei a me envolver com o minimalismo, a minha vida tem mudado. Eu percebi que o caminho que eu estava percorrendo não estava me fazendo  bem.

Confesso que no começo pensei que não seria muito difícil, porque eu estava dando o primeiro passo. Tinha percebido o que não estava bom, o que incomodava, estava empolgada e tinha pressa. Porém, hoje vejo que eu estava errada e que mudar algo na própria vida é mais trabalhoso do que eu pensava, que é necessário motivação diária, na medida exata, foco, saber o que quer alcançar, o que é preciso fazer para isso e que o processo leva tempo. 

Ainda estou num processo de entender a minha necessidade de comprar, de está bem vestida, de impressionar, ser aceita pelas pessoas e ser admirada. Sei que tenho um vazio aqui dentro que tentava preencher com coisas e com o carinho das pessoas.

Quanto a comprar coisas, estou me livrando disso. Posso afirmar com certeza e verdade que hoje consumo 20% do que consumia antes. E já não tento chamar a atenção das pessoas por meio da aparência. Acho que passei ao outro extremo. Tenho me vestido de forma simples, já não me sinto especial ou diferente, mas uma pessoa como todas que vejo andando pelas ruas. Estou me dando conta que tirei grande parte da distração da minha vida, e como consequência, é inevitável enxergar que por trás desse comportamento consumista e carente existem questões a serem trabalhadas, entendidas para uma mudança consistente e coerente.

Fico claro e evidente que preciso aprender a lidar com as minhas próprias demandas, que as pessoas não podem ser a fonte de amor de que eu preciso e que as coisas não vão preencher o vazio existencial. Que antes de qualquer coisa, eu preciso me entender, me aceitar, me amar e procurar enxergar os acontecimentos da minha vida de outra forma. Não mais como uma garotinha rejeitada e vítima, mas como uma mulher com toda uma vida pela frente para ser feliz!

2 comentários:

  1. Andreia, as suas reflexões são ótimas; eu acho que consumia muito para diminuir a minha angústia e para preencher o meu pouco tempo livre. Eu tenha essa carência esttutural que provavelmente vai me acompanhar a vida toda, mas estou aprendendo que tenho que lidar com ela de outra forma que não envolva comprar, comer ou fumar. A parte de comprar e fumar eu já resolvi, falta a parte de comer (acho que é a mais difícil). A verdade é que é mesmo difícil a gente encarar que a nossa solidão é só nossa e que nada é 100% seguro mesmo... beijo!

    ResponderExcluir
  2. Marina, gosto muito de seus comentários. Você traz mais elementos para a reflexão e me faz enxergar adiante. Eu comprava muito, quando eu comecei a diminuir as compras, eu comecei a comer muito, e aí eu engordei um bocado. Agora estou aqui procurando perder peso, ficar firme no propósito de não comprar e tentando lidar com as verdadeiras causas dos problemas. E sério que tem questões que nos acompanham por toda vida? obrigada e bjs

    ResponderExcluir

Alimente seus propósitos pessoais com pequenas mudanças em sua vida

Como falei um pouco no post  vamos-desenferrujar-e-colocar-vida.minimalista em movimento  venho sentindo que é momento de reavivar o minima...