terça-feira, 24 de setembro de 2013

Dia 190 - Mergulho para dentro de si mesmo



Gosto de estudar sobre vários assuntos. Leio sobre religiões, filosofias de vida, culturas de outros países e temas que vão se apresentando no mundo atual. Os questionamentos são uma constante nas minhas reflexões, tais como, quais são minhas origens? o que estou fazendo aqui ? qual o meu propósito de vida? o caminho é este? estou alinhada com meu propósito de vida?

Gosto de me questionar e vivenciar os ensinamentos pelos quais me interesso. Sinto que a vivência traz conhecimento, é quando tenho a oportunidade de me apropriar das ideias e teorias e, tirar minhas próprias conclusões. Sinto como algo particular, proporcionado pela situação e pela disposição em trazer elementos novos para vida.

Acho que sou um ser humano inacabado e que está em construção. Isso tem me trazido inquietação e vontade de buscar, e no meio dessa busca, muitas vezes me atrapalho e me distraio. Busco o quê? A minha essência e junto com ela a certeza de ser quem sou e um pouco de paz.

Estudo há pouco tempo o minimalismo, vida simples, simplicidade voluntária, dentre outros conceitos que estão por aí no Mundo e guiam a prática de vida de muitas pessoas.  

Num primeiro momento, quando me deparei com as ideias citadas acima, me pareceu algo simples. Os escritos que li são simples e diretos, e mostram como devem ser aplicado e quais áreas da vida podem ser beneficiadas. 

Aos poucos estou percebendo que as ideias são simples como as falas do Mestre Osho.  Simples, porém profundas. Uma iniciante como eu pensa que entendeu. E logo começa a aplicar, certa de que está abafando. Pegadinha, hein! Bem, os Mestres adoram pegadinhas, acho que para testemunhar como os discípulos se sairão! E por certo, para observar em que estágio da trajetória de vida os seus pupilos estão.

Neste exato momento estou me dando conta que estou passando pela “operação cebola”. Estou tirando a casca e algumas camadas para chegar ao centro. Acho que estou começando a entender quando alguns autores do minimalismo falam que é preciso afastar as distrações e focar no essencial.  

Sinto como algo inevitável. Sair da superfície, da comodidade e buscar as próprias verdades. A mim me parece um caminho sem volta. Quando se abre o olhar para as infinitas possibilidades de vida e se enxerga as próprias limitações e habilidades, não há outra coisa a fazer a não ser avançar e trabalhar nisso. Se aceitar e seguir. Aceitar a realidade em que se vive. Tenho a impressão que isso me fortalece, centra e equilibra. E me diz um pouco sobre quem sou, qual meu propósito de vida e me mostra o caminho que estou seguindo, e talvez, as correções de trajetória que posso fazer. É diário, é constante. É desafio. 

Certamente falarei com convicção sobre a opção de não trocar de carro todo ano, sobre a escolha profissional que fiz e sobre os meus gostos e atitudes, em detrimento das opiniões alheias.

Se reconhecer e enxergar de verdade a realidade em que se vive, sem rodeios e floreios é um tratamento de choque. Como diz minha filha, é isso que tem para hoje, mãe!

Quero alcançar a aceitação da realidade. Da minha realidade, a realidade da minha vida pessoal. A aceitação da realidade dos vínculos familiares e das relações que existem. A aceitação das escolhas que fiz e da vida que vivo hoje, do que se apresenta, aqui e agora. Desconfio que a aceitação traga satisfação e segurança de que o caminho é este.

Crédito da Imagem: "Sea Waves Texture" by federico stevanin via freedigitalphotos.net

2 comentários:

  1. Suas colocações são muito pertinentes ao meu momento atual: a busca pelo minimalismo e por uma vida com mais significado.

    Obrigada por me presentear com suas palavras!

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