quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dia 246 e 247 - Também percebi que é importante ser eu mesma

Estes dias em sessão de terapia, eu me dei conta do quanto é importante ser eu mesma.

Eu me achava inadequada, então eu procurava ser diferente, tomando como referência as outras pessoas. E eu criava expectativas quando eu me esforçava para melhorar.

O que é expectativa? Segundo o dicionário é o estado de quem espera algum acontecimento, baseando-se em probabilidades ou na possível efetivação deste.

Passava na minha cabeça, eu preciso ser doce, agradável, feliz e educada. Preciso estudar e tirar as melhores notas. Preciso ter inúmeras qualidades. Eu só não percebia que eu já possuía dentro de mim mesma vários predicados.

Eu esperava agradar e ser amada pelas pessoas, em especial, eu precisava do amor da minha mãe.

Eu queria impressioná-la diariamente em busca de um gesto de carinho e atenção. E todas estas expectativas foram criadas por mim, desde a infância, baseadas em ideias sobre o que seria uma boa filha e sobre o que eu esperava da minha mãe.

E o que é ser uma boa filha? Hoje posso dizer que ser uma boa filha ou filho é ser grato aos pais pela vida. É reconhecer a dedicação e o amor deles. E oferecer carinho e cuidado.

Os pais não escolhem os filhos ou suas características. Nós simplesmente aceitamos os filhos que chegam aos nossos braços e que são confiados a nós. E procuramos sempre, sempre fazer o melhor dentro do amor.

Hoje percebo que eu perdi muito tempo criando ideias a respeito de quem eu sou e de como gostaria de ser vista pelas outras pessoas. É tão simples. Basta olhar para si, aceitar-se e ser.

Entendo também que as pessoas tem formas diferentes de manifestar o afeto. E que mesmo quando há atrito, o amor verdadeiro permanece, amadurece e leva em consideração o amor que o outro manifesta em sua direção.

Percebi que o medo de não ser amada, não pode me limitar e impedir de ser eu mesma.

essencial minimalismo
imagem da internet

6 comentários:

  1. Que legal, Andreia, a Lud tá falando sobre a mesma coisa hoje no minimalizo. Acho que é sim um processo de auto descoberta. Também tenho percebido cada vez mais que eu posso ser eu mesma - e estou descobrindo e me construindo como eu sou. É gostoso mudar quando a gente consciência da mudança!!! :) Aproveite o caminho!!

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    1. Que bacana a coincidência, ou sincronicidade. Escrevi o post ontem. Uhum... essa licença para ser quem se é muito boa. Eu acho que é algo conquistado mesmo e com consciência como você bem colocou. beijos e obrigada

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  2. Nossa eu sou muito assim também! Me senti eu mesma haha
    não precisamos ter medo de não sermos amadas =]
    beijos

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    1. Oi Andressa... eh aos poucos vamos sentido segurança para ser nós mesmas, para dizer o que pensamos e quem nos ama, vai continuar amando. beijos e obrigada

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  3. Adorei a sua reflexão. Acho que é complicado a gente se aceitar. Vivemos em um mundo onde as pessoas expoem o quanto são bem sucedidas, e precisamos provar aos outros que a gente tambem se dá bem.

    Somos muito severos com a gente mesmo e ai vivemos naquele ciclo de frustrações. Quando aceitamos que somos diferentes e que o bonito da vida é a diferença de todas as pessoas a vida fica muito mais leve!

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    1. Oi Bruna. Sim, acho que a aceitação de si mesmo é um passo enorme e fundamental. E acho que estamos buscando um caminho de simplicidade, um tanto diferente do que nós vemos ai pelo mundo afora, é porque este mundo aí não está satisfazendo não é?

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