quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dia 253 - A partir de um novo lugar em que eu nunca estive

Aqui é um diário pessoal mesmo. Preciso muito escrever sobre o momento que estou vivendo agora.

Eu pensei, meditei, senti, chorei, falei e estou dando forma a algo, que ainda não o que é. Agora só falta escrever aqui.

Já dei voltas e voltas. Falei sobre auto conhecimento e perdão. Falei sobre filhos. Sobre o quanto me apeguei ao passado, ao futuro, aos planos e metas, e agora vejo que tudo isso é bobagem.

A vida é para ser vivida aqui e agora! Não é Paula, do Mudança à vista

Entendi isso depois que me vi doente e concluí que eu estava cometendo os mesmos erros, e não me dava conta. E ao cometer os mesmos erros, não só eu sofria, mas todos perto de mim.

Tirar todas as distrações materiais e se ver de frente é duríssimo. E a partir daí enxergar o outro, a minha mãe, a filha mais velha, a filha mais nova e meu companheiro. As dificuldades, a humanidade de cada um.

Enxergo o quanto trago em mim a história da minha família, muitas vezes problemas antigos que por gerações foram se repetindo e ninguém percebia. Ou percebia-se dentro do possível de cada um, das dificuldades e da humanidade de cada um.

Não cabe julgamento, apenas constatação de uma verdade. E talvez, algum alívio por finalmente os problemas terem vindo à tona, de uma forma que pude ver. Sinto como se o universo tivesse me dado uma nova chance de fazer diferente. 

Assim como eu herdei problemas emocionais vindos da minha família materna, diretamente da minha mãe, o mesmo acontece dentro da família que eu formei.

E agora depois de perceber que eu estava perdendo o que há de mais precioso na minha vida. Sinto uma mistura de desespero, de dor, de culpa e tudo o mais que uma mãe pode sentir.

Por outro lado, emerge de dentro de mim uma força enorme. Capaz de revirar a terra e de recomeçar de um outro ponto. A partir de um novo lugar em que eu nunca estive.

foco no essencial
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4 comentários:

  1. Olá, Andreia:

    Que bom que o meu post a ajudou um pouco. Como eu já tinha referido em dois outros posts (Voltar a «casa» e Outras pessoas aqui do lado), sempre aprendi muito com as listagens que a maioria dos blogueiros apresenta como os seus preferidos: de uns vamos para os outros e, nesse esse universo potencialmente sem fim, acabamos por encontrar pessoas extraordinárias. Claro que as listas vão mudando, à medida que nós e a vida mudamos também, mas são uma excelente forma de conhecermos a comunidade com a qual nos identificamos.

    Quanto ao inglês, muitos blogues apresentam nas aplicações ('botões' de links) que oferecem aos leitores, tradutores automáticos. Eu uso o do Google, a Ziula usa ou brasileiro. Caso os blogues não tenham esta aplicação, Basta ir ao tradutor do Google e colar lá o texto que queremos ler. Podemos também pedir à pessoa que escreve que insira um tradutor no seu blogue. A tradução não é perfeita, mas dá para entender tudo e constitui uma excelente forma de aprendermos inglês, a língua mais universal dos nossos tempos.

    Gostaria, por último, de lhe dizer ainda que ao longo da vida temos de viver pequenas mortes. São as 'idades de passagem' de que também falo lá no meu blogue. São períodos muito difíceis, para os quais nos devemos preparar. Mas, quando renascemos, somos pessoas melhores, mas felizes e seguras, libertas das «culpas» de que não fomos conscientemente responsáveis, e das tristezas que parecem não ter fim. Para uma bailarina, deve também ser mais fácil: dançar é um dom, uma forma de conexão com as pulsões interiores e de exercício da criatividade.

    Coragem e um abraço grande.

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    1. Obrigada pela força, sim você está certa, são pequenas mortes diárias mesmo. Acho que quando me propus a mudar certamente passaria por momentos dificeis, porém tenho esperança no renascimento.

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  2. Sim, escrever torna-se muito pessoal sobretudo quando estamos resolvendo vários conflitos pessoais ao mesmo tempo. Eu acabei por me afastar de um lado da minha familia (parentes diretos) apesar de continuar lhes desejando bem, isto para que eu não trouxesse para mim determinadas situações e inevitáveis atitudes que sempre aconteciam e me influenciavam bastante. Nós não conseguimos mudar os outros, mas conseguimos nos mudar a nós mesmos. E às vezes ainda conseguimos chamar à atenção os outros, mas quem faz por mudar é sempre a própria pessoa, seja com ou sem influencia. Neste caso acho bonito sentir uma atitude activa sua em mudar, em desejar melhor e em querer e lutar por!

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    1. Sim relações familiares são complexas, e penso também que não podemos mudar os outros e que a outra pessoa precisa querer mudar e se empenhar nisso, acho que podemos alertar e oferecer alguma ajuda caso a pessoa queira. No meu caso trata-se de uma filha, então a emoção toma conta de mim e certamente farei muito para ajudar.

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