terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dia 258 e 259 - Vontade de mudar a si mesmo

Depois de escrever sobre a vida aqui neste post e depois de ler o comentário da Fátima Teixeira, autora do blog Música com Café que dizia assim:
"Sim, escrever torna-se muito pessoal sobretudo quando estamos resolvendo vários conflitos pessoais ao mesmo tempo. Eu acabei por me afastar de um lado da minha familia (parentes diretos) apesar de continuar lhes desejando bem, isto para que eu não trouxesse para mim determinadas situações e inevitáveis atitudes que sempre aconteciam e me influenciavam bastante. Nós não conseguimos mudar os outros, mas conseguimos nos mudar a nós mesmos. E às vezes ainda conseguimos chamar à atenção os outros, mas quem faz por mudar é sempre a própria pessoa, seja com ou sem influencia. Neste caso acho bonito sentir uma atitude activa sua em mudar, em desejar melhor e em querer e lutar por!"
Inevitável,  ficar pensando imenso! Atenta ao que acontece comigo e perto de mim, o blog é um amigo e a Fátima com suas observações também.

Quando casei e sai da casa da minha mãe, eu procurei construir minha vida e a mim mesma. Acho que a construção aconteceu a partir do que tinha recebido por meio da educação, das coisas que eu pensava e acreditava, e também a partir das minhas próprias vivências.

Interessante como as situações familiares que aconteciam naquela época também me influenciavam fortemente. Eu morava com minha mãe, na casa da minha avó materna, juntamente com meu avô e vários tios solteiros. Era uma família grande, muitas pessoas frequentavam a casa. Havia momentos de felicidades e muitos momentos conturbados, com problemas e brigas. Eram todos adultos e acho que faltava tempo e um olhar cuidadoso para comigo, que era a única criança do ambiente. A minha mãe gostava dali, só que eu não.

Acho que esse ambiente influenciou inconsciente a minha saída de casa aos 19 anos. Eu e meu namorado descobrimos que eu estava grávida. Nós ficamos muito felizes e emocionados! Contamos aos nossos pais a novidade e anunciamos o nosso casamento. A partir dali, minha vida mudou imensamente. :) Sou grata ao Universo!


Então vem a outra parte da reflexão da Fátima né... quando ela diz que não podemos mudar os outros, que conseguimos mudar a nós mesmos. Sim, é verdade mesmo. Eu tentei por anos mostrar para minha mãe que havia outra forma de viver e que não era bom ficar guardando mágoa do meu pai. Que ela era jovem e que poderia sim, viver outro amor e construir outra família. Ela não vivei outro amor e não construiu outra família.

Não sei até que ponto consegui chamar a atenção dela. De fato, só a própria pessoa pode fazer algo para mudar sua própria vida. Eu gosto de ajudar as pessoas. Acho que preciso saber até onde posso ajudar.

Bem, Fátima, obrigada pelo incentivo, eu estou disposta a mudar, a querer o melhor para mim e a lutar por isso!

Um comentário:

  1. Que emoção! Sabes meu pai também não viveu mais amores nem criou outra família, mas ele se refugiou nas coisinhas dele e se sente melhor assim. Cada um lá encontra a felicidade à sua maneira, e nós cá estamos com nossos blogs e partilhando momentos e emoções!!! ehehehe!! Muito obrigado Andreia pelo carinho, pela partilha e pela sensibilidade em tudo ao teu redor!

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