quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Dia 267 e 268 - Aprendendo a utilizar e a valorizar o próprio dinheiro

Sim, cada vez mais vejo que preciso aprender a utilizar bem e a valorizar o dinheiro que disponho.

Sabe aquele dinheiro que se recebe no início do mês, ou na entrega de um produto ou serviço? Fruto de horas de disponibilidade, em função da empresa, ou do próprio negócio, estudo e preparo. Então!

Acho que esse dinheiro deve ser bem utilizado e muito valorizado, dado os desafios que se enfrenta para poder recebê-lo.

Eu venho de uma família pobre e não busquei me casar com alguém rico. :) Assim, o certo é que seria bom ter uma profissão e me manter. 

Então o que eu poderia fazer?  Eu achei que seria bom estudar, porque era algo que dependia de mim.

Estudei muito ao longo da minha vida estudantil, iniciei cinco cursos universitários e no final, me formei em processamento de dados. Trilhei o caminho dos estudos, e hoje estou bem próximo de completar 20 anos de serviços prestados ao Brasil.

Observando pessoas e a minha própria história de vida, fiz algumas reflexões sobre o bom uso do dinheiro e gostaria de compartilhar um pouco aqui.

Quando eu comecei a trabalhar e recebi meu primeiro salário, foi uma festa! Se fosse hoje, seria cerca de R$ 500,00. Era muito dinheiro e eu não sabia o que fazer com ele! :) Eu tinha vivido muitos anos com recursos escassos, então aquele salário era muito para mim e minha famíla. Eu estava casada e era mãe de duas meninas.

Ao longo do tempo, o salário foi aumentando e os gastos também foram mudando e aumentando. Acho que é fácil ir encontrando novas coisas com que gastar o dinheiro. 

Também acho que é fácil criar novas necessidades, e passar a achar que algo que você nunca teve antes é imprescindível. 

Até os 25 anos, não tinha carro, andava de transporte público ou pegava carona. Depois do emprego e de ver que a maioria dos meus colegas de trabalho tinham carro, o carro passou a ser imprescindível.

Outra coisa, também acho que muitas vezes não se utiliza bem os recursos que se tem. 

Por exemplo, tenho uma centrífuga de sucos em casa. Eu queria parar de tomar sucos de caixinha e passar a fazer os sucos com frutas naturais. Só que é chato lavar as peças da máquina e consome muitas e muitas frutas. A coitada está num canto escondido do armário da cozinha. 

E acho que essa mesma lógica serve para outros produtos que temos em casa, para assinatura de TV, para recursos de internet, para remédios que usamos, para os recursos do Plano de Saúde.

Acho inteligente procurar desfrutar ao máximo do que já dispomos e do que já pagamos por eles.

Aprendi nas aulas de economia, os recursos são escassos e as necessidades humanas ilimitadas!

3 comentários:

  1. Andreia!

    Penso que é reflexo da nossa cultura. Sempre há algo a ser comprado. Tudo é muito descartável, mas penso que podemos mudar isso...uma aqui, outra aí...quem sabe dá pra fazer um mundo diferente?

    Eu já joguei muito dinheiro fora comprando coisas desnecessárias, mas agora quero comprar coisas mais sólidas e viver melhor.

    Seguimos na luta!
    Um beijo,
    Natasha.

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  2. Adorei essa reflexão, Andreia. Eu vivia muito bem ganhando menos e te juro que acho que gastava mto melhor meu dinheiro do que hoje, que ganho 3x mais. Sobre a centrífuga, aqui em casa é a mesma coisa. Aquele trem é super trabalhoso e se usei uma, ou duas vezes foi muito! Quero vende-la ou dar pra alguem de presente... se bem que acho que é um presente de grego! Rs...

    Enfim, acho que precisamos mesmo aprender a usar nosso dinheiro de forma sadia. Estou começando a ajudar outras pessoas que precisam tambem! Acho que quando doamos o universo se encarrega de retribuir pra gente.

    Abraço!

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  3. Meu pai me ofereceu uma máquina dessas também de fazer sumos, mas aquilo era muita peça separada que se suja e tinha que se lavar. Acabei por doá-la e comprei aqueles espremedores de sumo bem pequenos, baratos e fáceis de arrumar. Demoro um pouquinho mais fazendo o sumo dado que é manual, mas uso muito mais vezes e com mais motivação! =)

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