sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Dia 269 - Não é necessário dá conta de tudo e as heroínas modernas

Falo do ponto de vista feminino.

Como mulher moderna, acumulo diversas funções.

Percebi que não é necessário dá conta de tudo, e que se eu fizer o suficiente para o momento, está ótimo!


Uma luz acendeu na minha mente e finalmente eu percebi isso.


E porque até agora, eu vivia como se fosse uma Mulher Maravilha? Hein?

mulher maravilha
imagem da internet, perdi o link
Desconfio de algumas coisas que talvez possam explicar essa minha atitude de heroína moderna. E a partir do entendimento,quero iniciar um caminho de mudanças internas sobre este tema.

Percebi que eu estava seguindo o exemplo da mulher mais importante da minha vida e que me influenciou fortemente.

Aprendi que é preciso trabalhar muito, cuidar das tarefas domésticas, cuidar dos filhos e ser uma boa companheira. E que não é necessário desfrutar de momentos de lazer, descanso e prazer.

Essa mulher incrível que me educou é a minha avó Maria. Ela nasceu em 1915 e viveu um tempo muito diferente da minha realidade. Ela foi obrigada a se casar aos 15 anos, não teve acesso a métodos anticoncepcionais e convivia com um marido a maneira antiga. Naquela época, os papéis masculinos e femininos eram bem definidos. Apesar das dificuldades de seu tempo, na década de 60, enfrentou meu avô, e foi trabalhar fora.

Eu acho que o mundo segue exigindo muito de nós mulheres. Aparentemente, nós conquistamos espaço no campo profissional, mas está implícito que devemos continuar desempenhando as tarefas ditas femininas. Como cuidar da casa e da criação dos filhos. Apoiar os idosos da família. E ainda, sermos boas companheiras e mulheres lindas! Somado a isso, boas amigas, irmãs, cunhadas, noras, sobrinhas e afilhadas.

Sei que os homens também têm as suas responsabilidades. Inclusive hoje, eles são cobrados por nós mulheres modernas a serem pais mais presentes, companheiros mais compreensivos e filhos mais atenciosos. Atribuições novas, não é?

Acho que a exigência sobre nós mulheres é externa. E ela vem de diversas direções. Junto a isso, acho que existe uma exigência interna também. Eu percebo isso em mim e é algo forte. Parece que existe algo impresso no meu DNA, de que como mulher, eu até tenho permissão para estudar, buscar uma profissão, trabalhar, mas ainda tenho que responder à sociedade, no sentido de ser uma mulher tradicional e exemplar.

Veja bem, eu ainda presencio atitudes de outras mulheres na faixa de 70 anos, ou até mais novas, exigindo esse comportamento tradicional das moças atuais. Hoje vivemos outra realidade. Não cabe mais esse tipo de exigência.

E diante de tantas atribuições, como nós ficamos, hein? E os momentos para fazer o que gostamos, para cuidar da própria saúde, para se divertir, para relaxar? Onde estão?


Hoje eu entendo isso. E vejo que eu vinha repetindo um modelo que aprendi. Algo estava cristalizado. E aos poucos estou quebrando isso. Permitindo que o novo surga.

Vejo que não é preciso ficar me cobrando no sentido de dá conta de tudo na vida. Eu não devo ceder às exigências externas. Eu não sou uma heroína, sou humana. E sim, mereço descanso e momentos de puro deleite.

Um comentário:

  1. Esse foi exatamente o motivo que me levou a buscar o minimalismo e a vida simples!! Comecei a procurar um modo de dar recado àquilo que mais ninguem faz por mim e deve ser feito, e estou muito feliz hoje! É certo também que hoje em dia temos muito mais acesso a novas tecnicas de limpeza, mais utensilios (e mais tralha tambem e casas maiores!). Mas há sempre um equilibrio pra tudo: nem muito preguiçosa, nem muito dependente de tudo demasiado limpo. Bom isso! =)

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