quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Dia 274 - Revisado : Enfrentando as pressões externas para não ceder ao consumismo

Consumir com consciência é algo muito bacana. Acho que é preciso amadurecer e redescobrir valores escondidos dentro do ser. E procurar ser.

Ando dedicada a reaprender a consumir com consciência. Quero ter a liberdade de escolher, onde e como quero empregar os recursos que disponho.

Esse aprendizado é pessoal, eu sei. Tem reflexos dentro da minha casa e na minha família. Já as pessoas com quem convivo pouco, realmente não sabem da minha busca.

Acho até que quando tiver oportunidade, falarei sobre o tema.

Estes dias, eu fiquei surpresa ao ouvir alguns comentários de uma tia. Ela foi almoçar lá em casa, viu a árvore de Natal vazia, diferente dos anos anteriores. Eu costumo ser discreta, não gosto de falar sobre assuntos pessoais para essa tia, porque ela adora saber da vida de todos da família para contar por aí.

Ela não se aguentou e perguntou se eu já tinha ido às compras e se nós íamos viajar para a praia no verão. Eu disse que não tinha saído e que não estava nos meus planos fazer isso. E que quanto às férias, eu não tinha decidido nada e que estava pensando no futuro, e nas despesas que temos no início do ano, tais como IPTU, IPVA, seguro de carro e despesas com educação.

Ela disse assim: "Nossa! Conheço pessoas que tem muito dinheiro e que parcelam todas essas despesas e vão viajar!"

Eu arrematei: Pois é, eu não penso assim! Fiquei calada, mas minha cabeça seguiu pensando!

Sério, que desagradável! Não sei se acostumo com esses comentários!

As pessoas com quem comentei esse diálogo, me deram todas as desculpas do mundo para dizer que ela não falou por mal, que ela nem percebeu. Ou que ela é uma senhora de idade e que não entende dessas coisas, enfim... O conselho geral foi: deixa para lá!

Só que eu não deixo não. Eu me senti mal sim. Não gostei. Achei uma tremenda invasão e falta de respeito. Eu a respeito e nunca disse como ela deve gastar o dinheiro dela.

O que eu faço, hein?! Como enfrentar essas intromissões e comentários maldosos sem se abalar?

Estudando um pouco o Budismo, ele fala que se alguém faz algo e você fica incomodado, não adianta você tentar mudar aquela pessoa. Que o que está fora, é um espelho do que existe também em mim. E que o meu campo de ação sou eu.

Então, na verdade, eu preciso fazer algo para que situações como estas não me abalem demais. Eu preciso mudar. Ter certeza das minhas convicções, clareza na mente, na fala e nas atitudes. Para quando acontecer de novo uma situação assim, eu possa sentir, falar e agir diferente. De forma centrada.

Eu não tomo apenas para mim a responsabilidade de mudança diante de algo assim. Porque para além da atitude da outra pessoa envolvida, há uma série de conceitos advindos dos valores pessoais, da família e da sociedade em que vivemos.

Eu acho que valorizar demais bens materiais não é um bom caminho. Agora, também acho que as pessoas tem o direito de viver suas vidas da maneira que entendem ser bom para elas. E junto com as escolhas também vêm as consequências e as responsabilidades diante disso. As boas e as ruins.

Acho que quando "abrimos os olhos" para outra forma de desfrutar dos bens materiais, além do individualismo, também estamos mudando o ambiente em volta e contribuindo para a melhoria do mundo!

2 comentários:

  1. A gente não só não pode mudar os outros (como já havíamos conversado anteriormente!) como o melhor que fazemos é tomarmos nós uma atitude em relação a isso. Às vezes coisas um pouco mais radicais como falar menos com essa pessoa ou não falar. Evitar sequer que ela entre em nossa casa.

    Eu sei q é dificil e traz conflitos. Mas pra mim trouxe mais paz e cortou com os boatos falsos ;)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Uhum acho que preciso mudar sim diante disso e tomar uma atitude. Eu fico olhando a pessoa e fico com receio de magoá-la, e não estou levando em consideração o quanto algumas palavras e atitudes dela me magoam. Vou pensar mais a respeito.
      Sobre atitudes mais radicais, penso que muitas vezes são necessárias.

      Excluir

Lidando com sentimentos de perda

Tenho lidado com sentimentos intensos e profundos, ultimamente. Uma sensação de perda enorme. De que está faltando uma pessoa muito importan...