quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Dia 303 - Felicidade e satisfação pessoal

Quando eu tinha mais tempo disponível e menos responsabilidades, eu estava envolvida em outras coisas diferentes das que estou envolvida hoje, e que sinto como necessárias.

Hoje, tenho pouco tempo e muitas responsabilidades, e estou buscando como nunca meu auto conhecimento.

Percebo que preciso me empenhar muito, para fazer o possível com o que disponho para mim.

Quando se tem um tempo ou recurso determinado, penso que é justamente quando tiramos o máximo daquilo que estamos fazendo.

Eu faço aulas de danças às quintas-feiras. É uma aula por semana. Raramente eu falto. É um momento especial da semana para mim. Amor no coração mesmo. 

Pense comigo, a semana tem 168 horas no total. O que faz daquelas 2 horas algo tão esperado?

A dança é pura alegria e realização para mim. Eu aproveito cada minuto da aula. Eu me empenho, procuro me concentrar, aprendo as coreografias, aprimoro meus movimentos, presto atenção à música, aproveito o contato com as focalizadoras e os demais integrantes da Roda. 

Fala-se pouco. Dança-se muito. É maravilhoso. 

É um tempo de profundo contato comigo mesma. Em que eu me sinto parte do todo, sou tudo e sou nada ao mesmo tempo. É um tempo em que desligo a mente, os pensamentos se vão, tudo o mais não existe. Apenas estou. Apenas o corpo e alma. A dança e a música. Sou movimento. 

Logo mais, no final deste mês de janeiro, vou passar uma semana num retiro dedicado às danças. Depois de várias dúvidas, se deveria ir ou não, eu vou. 

Eu sou tão presente quando danço. Sinto satisfação, felicidade e amor.

Às vezes eu achava que a felicidade era algo miraculoso ou um acontecimento sensacional. E que iria acontecer num determinado dia e de um determinado jeito. Não é nada disso. 

Acredito mesmo que a felicidade e satisfação pessoal está em coisas simples, bobas até, que fazemos e nem nos damos conta do quanto é especial. Talvez uma nova forma de ver a própria vida. Atribuir valores.

Uma dança, um poema, uma música, uma xícara de chá, um sorriso, um beijo de bom noite, um obrigada, aquela comidinha gostosa, um miau do seu gatinho de quatro patas, um auau do seu cachorro, uma cama gostosinha com lençóis macios, um banho quentinho depois de um longo dia de trabalho, um quadradinho de chocolate, enfim. Aquilo que mais gostar.

Estou aprendendo com o Budismo que todos os seres humanos nasceram para ser felizes. E que a felicidade não depende de fatores externos.  

imagem do wallpapersus.com

4 comentários:

  1. Olá, Andreia:

    Que bom que tenhas decidido ir ao retiro de dança... Fico tão feliz como se tivesse sido eu a ter decidida ir! Até porque gosto muuuuuuuuuuuuuuuuito de dançra e quase nunca o faço.

    Quando era criança e adolescente fiz vários anos de ballet clássico, o que para mim se foi progressivamente transformando numa tortura. Não apenas eu não tinha um corpo de bailarina clássica, como as aulas eram apenas constituídas por inúmeros exercícios comandados por uma professora russa que usava uma chibata (um pequeno chicote) para nos «corrigir»! Era, sei-o hoje, uma excelente professora para a formação deste tipo de bailarinos, mas não para mim que apenas queria dançar por pura alegria de viver.

    Pelo pouco que nos conhecemos, tenho a certeza que esse investimento em ti é o melhor que podes fazer, não apenas por ti própria, como pela tua família. Fico muito feliz à espera do que nos irás contar sobe esta tua nova experiência!

    Bj grande (sobretudo pela coragem)

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    1. Olá Maria Zinom,

      Poxa, se gostas tanto de dançar. Danceeee! Basta colocar uma música e mexer o corpo!! Faz bem por corpo, para a mente e para a alma!

      Eu fiz ballet clássico por alguns anos, posso dizer que foi minha formação inicial. Depois eu abandonei pelos mesmos motivos seus, eu não tinha um corpo de bailarina clássica e não conseguiria ficar a vida toda sob a chibata!

      Então me aventurei por muitos estilos e ritmos, mas preciso agradecer a elegância e a limpeza de movimentos que o ballet clássico oferece.

      Obrigada pelo incentivo, por me lembrar que é muito bom investir em mim mesma e que isso vai ser bom para todos que vivem comigo, minha família.

      Sim, vou contar sobre a experiência no retiro, com certeza.

      Beijoss

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  2. Me identifico imenso com o teu texto pois ainda esta semana estava sentindo que deveria escrever sobre uma experiência muito semelhante relacionada com a música. A verdade é que por muito que tentemos procurar a felicidade em coisas que dêem mais retorno, respeito ou dinheiro, nada muda o sentimento que sentimos e a relação que temos com aquilo que amamos realmente. A tua relação com a dança é muito envolvente, mesmo quando escreves sobre poupar lá está a dança espreitando! Ou quando reformulas as filosofias de vida, lá está ela de novo... é inevitável ;)

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    1. Então, Fátima, escreva sobre sua experiência com a música para nós. Será um prazer lê-la e sentir um pouco de como se relaciona com ela, a música, seu grande amor. uhum... a dança está presente sim.... embora eu trabalhe com outra coisa totalmente diferente, é na dança que me realizo. :)

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