segunda-feira, 23 de março de 2015

Como foi a volta ao trabalho depois de três meses afastada


Exato. Estive três meses de licença do meu trabalho para me capacitar e aprimorar os conhecimentos necessários ao desenvolvimento das minhas atividades profissionais. Utilizei um direito que adquiri após vários anos de serviço.

licença capacitação
crédito da imagem: wallpaperwide


A instituição em que trabalho iniciou uma política para estimular a capacitação dos funcionários. Nesse contexto, após algumas consultas, escolhi dois cursos e formalizei o pedido de licença. Embora fosse um direito, a licença poderia ser concedida ou não, a depender do entendimento da chefia. Após 1 mês de espera, meu pedido foi aprovado. E eu saí feliz da vida em plena época de Natal para a tão esperada licença!

A possibilidade de poder me dedicar aos estudos e a minha vida pessoal por 90 dias era algo especial e inédito, depois que comecei a trabalhar. Por outro lado, eu sentia medo e insegurança com a possibilidade de viver algo novo, mesmo parecendo algo tão bom! Pois eu teria que aproveitar bem o curso, fazer avaliações, conseguir boas notas e prestar contas à minha instituição.

Eu tinha um período e conteúdos para cumprir. Os planos foram desfrutar do recesso de final de ano, e iniciar os estudos em janeiro. Assim, eu fiz. Os primeiros dias foram difíceis, pois há muito tempo, eu não sentava para estudar. Faltava foco, concentração e alguma orientação. Eu estudei praticamente sozinha, pois o material de apoio dos cursos eram simples e resumidos. Já as avaliações eram complexas. Posso dizer que passei 80% do tempo pesquisando e lendo para fazer prova. Foram longos dias de estudo e produção de textos.

Estudar em casa foi um desafio para mim, há muitas distrações e várias coisas para fazer. E todas podem tomar muito tempo. A cada dia eu procurava deixar as distrações e afazeres de lado, sentar e estudar um determinado tempo. Aprendi muito sobre isso! Fazer o necessário e deixar o resto! Afinal eu saí com o objetivo de estudar! Embora eu teimasse em focar em outras coisas.

Em alguns momentos eu me perdia na tentativa de gerenciar o tempo. Eu queria fazer todas as coisas que surgiam e ainda estudar. Fazer atividades físicas, organizar a casa, fazer comida, ir à frutaria e ao supermercado, cuidar dos bichinhos, ir ao banco, à farmácia, à lavanderia, à floricultura, levar a filha em algum compromisso, ir ao médico, fazer exames, acompanhar um familiar ao médico, levar o lixo, desfrutar de algum lazer, visitar familiares e dar mais atenção à família e ao parceiro. Posso garantir, tem uma justificativa. Depois de mais de 20 anos de serviço sem ter um tempo maior longe do trabalho, eu queria fazer tudo e muito mais! Alucinada! Enlouquecida!

Então, depois de alguns dias, eu vi que não ia funcionar! Busquei diminuir o ritmo e selecionar o que iria fazer. Escolhi o que era prioritário e mais importante. Cuidei de mim, dei atenção à família e ao parceiro, e estudei. Fomos distribuindo afazeres e ainda, conseguimos fazer algumas pequenas viagens. Aprendi que é preciso priorizar! Ou seja, não dá para fazer tudo mesmo!

Assim, com vários aprendizados e experiências, finalizei meus cursos, fiz as avaliações com bom aproveitamento e hoje retornei ao trabalho. Depois de um tempo distante, o ambiente de trabalho está diferente, as pessoas parecem diferentes e as dinâmicas da instituição também mudaram. Percebi que na ausência, o trabalho segue, as engrenagens funcionam e as pessoas vão ocupando os espaços deixados. Penso que é um bom tempo para refletir o quanto de mim estou disposta a oferecer à instituição em que trabalho. Quero encontrar o equilíbrio nesse aspecto. Quero trabalhar, mas também quero chegar em casa com energia para estar com minha família.


Muito obrigada pela leitura!

Abraços,

Andreia Rodrigues

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