terça-feira, 3 de março de 2015

Morando longe da família

Depois do post anterior A convivência com parentes ou familiares fiquei pensando no que escrevi e analisando bem, percebi que existe o outro lado da história. Tanto do meu ponto de vista como do ponto de vista da família.

Eu disse que estou bem aqui morando longe dos parentes, porque eu não tenho que conviver com pessoas dando palpite na minha vida e na vida da minha família. Porém, existem as dificuldades de morar longe dos parentes também. Na verdade, nem tudo são flores. Quem mora longe da família, sabe do que estou falando.

vivendo em outra cidade
imagem internet


Como disse vim para Curitiba a mais de 10 anos, por conta do trabalho do meu esposo. Sair de Brasília para Curitiba é algo que exige acima de tudo coragem. O Centro-Oeste do país tem uma realidade. Cultura nordestina e Sol-Céu Azul todos os dias. É um lugar especial porque foi onde nós 4 nascemos, nós conhecíamos tudo por ali, as coisas boas e as dificuldades também. O Sul, no caso Curitiba, é outra realidade. Cultura do sul, com forte influência européia e muitos dias Cinza-Prateado-Lúgubre e frio. Para mim, muito diferente do lugar onde eu nasci. E mais não tínhamos nenhum parente aqui  apenas alguns conhecidos do meu esposo. Foi algo empolgante pelas novidades mas, ao mesmo tempo existia uma certa apreensão também.

Resumindo, foi "punk! Um misto de novidade e medo! Como vai ser? Vamos nos adaptar?

O fato de não ter parentes aqui pesa muito. Eu pensava assim: e seu eu tiver algum problema, com quem eu vou contar? Já tivemos situação de problema de saúde na família, e demos um jeito entre nós mesmo. E quando eu fiz um bolo para cantar Parabéns, quem eu vou chamar? Na verdade, contamos conosco mesmo. Eu sinto falta do apoio da família. Por outro lado, aprendemos a resolver problemas e nos fortalecemos e nos unimos mais.

Bem, fico pensando também no lado das nossas famílias. Vejo que eles sentem falta da gente. Como seria bom está mais próximo, conviver mais e participar mais da vida uns dos outros. Hoje tenho uma filha que está estudando em outra cidade. Como mãe eu sinto uma falta danada dela, de um jeito que dói aqui no peito. Fico imaginando que minha mãe e os pais do meu esposo também sentem falta de nós. Por isso que eu lembro de uma frase antiga, meio jargão mesmo: Você só entende seus pais quando você tem seus filhos! E é verdade! Claro que quem não tem filhos tem ou pode desenvolver a sensibilidade de perceber os sentimentos de seus pais.

Eu acho que como filhos, que somos, é importante ir atrás dos nossos sonhos e buscar se desenvolver como pessoa. Acho que também é importante manter um espaço em nossas vidas dedicado às pessoas que amamos. As pessoas são imperfeitas mesmo. É isso aí! O mais forte, e que faz diferença, é o valor que elas têm para nós, ou seja, aquilo que elas representam para nós. Penso que não podemos esquecer de uma coisa: as pessoas são finitas! Desfrute e viva ao máximo!

Obrigada pela leitura!

Abraços,

Andreia Rodrigues

Um comentário:

  1. Oi Andreia! Esta semana que passou estava conversando com minha professora sobre ela ter a familia separada no canadá (que também não é um país pequeno...) e dela estar organizando um evento para colocar todos juntos. É sempre dificil, tem sempre alguem doente ou sem disponibilidade. Mas ao mesmo tempo tem familia que ja nao se vê ha mais de 8 anos. A distancia é sempre coisa da nossa mente, sinto. Mesmo quando parece impossivel juntar todos, é coisa da nossa atitude e da oportunidade que damos para isso. Se for importante iremos nos ver, iremos nos encontrar e reunir. Tudo tem seu lado positivo e negativo, não é mesmo? :)

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