quarta-feira, 27 de maio de 2015

Das mudanças necessárias: Parte I - Vida Financeira

Hoje, enquanto andava pela rua pensando na vida, eu me dei conta de que me transformei nesses últimos dois anos. Já me perguntei quando começou ou o que aconteceu. Tenho algumas respostas. Embora não descarte a possibilidade de muitas outras explicações.

Uma coisa que entendo como certo é que as mudanças acontecem na medida em que vivemos dificuldades. A partir dos desafios e da busca por soluções, encontra-se alternativas para melhorar e fazer funcionar algo que não está dando certo. O amadurecimento acontece e amplia-se a visão sobre os mais variados aspectos da vida.

parte I vida financeira
Crédito da imagem: wallpaperwide


Eu passei por algumas fases difíceis na minha vida. E observei que ao conviver com problemas, vive-se num nível de stress alto. O stress torna a situação ainda mais difícil. Felizmente, grande parte dos problemas que vivi e ainda vivo foram e são situações que eu posso resolver em alguma medida. Com maior ou menor esforço.

Confesso que passei cerca de cinco anos, "rolando" e empurrando problemas para frente. Até que em algum momento, eu cheguei no meu limite de stress. E vi que estava na hora de encarar de frente cada uma das dificuldades e procurar mudar aquela história. Pois, definitivamente, não dava para continuar vivendo daquela maneira.

No meu caso, eu escolhi começar pela vida financeira. Eu tomei coragem para buscar uma melhora porque os problemas estavam incomodando muito. Falta de dinheiro ou dinheiro mal administrado interfere muito na vida do casal e da família.

Cometi um erro primário. Mesmo com um bom salário, eu gastava mais do que eu ganhava. Óbvio que as finanças implodiriam em curto prazo. Saldo negativo e dívidas se acumulando.

Isto posto, por onde começar?

Primeiro, paramos e fizemos contas, muitas contas. Levantamos todas as informações: saldo bancário, faturas de cartões de crédito, contas atrasadas e despesa fixa mensal. Montamos uma planilha. Depois, elaboramos um plano de como e em quanto tempo pagaríamos as dívidas. E quando ficaríamos com saldo positivo. Era possível diminuir o consumo e pagar as contas lentamente. Na época, optamos por vender um carro e depois, por vender o apartamento financiado. Fomos morar num imóvel simples. Dívidas quitadas, mantivemos o gasto controlado e assim, a conta bancária passou a operar no positivo. Desde então, controle financeiro em dia. Aprendi a lição.


Moral da história:

Não gaste mais do que você ganha. Sempre gaste menos.

Poupe. E viva com tranquilidade.

Não caia no golpe das propagandas de produtos.

Não se compare a outras pessoas.

Alimente sonhos e objetivos maiores que o falso prazer do consumo imediato.


E você, já viveu alguma dificuldade financeira? Como resolveu?



Grata pela leitura!

Abraços,

Andreia Rodrigues

3 comentários:

  1. Oi Andreia, essa questão financeira é complicada mesmo. E com cartões de crédito a coisa só piora. Acho que por eu ter crescido em uma casa com pessoas descontroladas, tive tanta preocupação que nunca deixei minhas contas serem maiores do pouco que ganho. E espero manter assim por toda a vida!
    Beijos

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  2. Oi Andreia, comecei a acompanhar o seu blog no começo deste ano quando resolvi organizar minha vida financeira. Tenho 23 anos e sou funcionária pública e desde quando comecei a trabalhar comecei a usar o cartão de crédito, passei para o cheque especial, empréstimo pessoal e empréstimo consignado e a bola de neve só aumentando.
    Cortei gastos, cancelei e quitei o cheque especial, quitei o empréstimo pessoal e agora estou rumo à quitação do cartão de crédito e consignado. Seus conselhos e exemplo têm me ajudado muito, principalmente no sentido de não querer viver em um padrão de vida que não me pertence. Quero daqui alguns anos comemorar assim como você uma nova era de paz emocional.
    Beijos

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  3. Um bom começo para mudar de vida! A vida financeira em dia é um sossego =)

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