quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Como se reconciliar com as atividades "chatas"

Esses dias eu levei uma invertida da vida. Eu que sempre acreditei que a forma como encarramos as situações e tarefas do cotidiano faz toda diferença, me peguei achando muito chato fazer algumas coisas.

Finalmente, eu admiti para mim mesma que estava achando chato levantar cedo e ir para a academia. O despertador tocava e o primeiro pensamento era assim: "não acredito! já é hora de levantar!". E eu começava meu dia assim! Chateada e de mau humor. Posso dizer que há uma lista de coisas chatas que eu faço e que eu preferia não fazer. Imagino que deve acontecer o mesmo com você, não é?

Imagem: wallpapersus


Depois do susto, percebi como eu estava agindo, com isso, estou repensando algumas atividades "chatas" para ter um novo ponto de vista sobre elas.

A ideia é pensar a respeito das atividades "chatas" que se faz. Verificar se é possível alterar algo. Se puder substituir a atividade por outra que seja agradável, ótimo! Se não puder mudar, o caminho é procurar ver quais são os pontos positivos que ela ofereci. Ao descobrir as suas qualidades, a forma como a atividade é encarrada, muda naturalmente. E assim, a sua execução se torna algo mais tranquilo.

Dentre várias coisas, estou revendo minha relação com a necessidade de acordar cedo, ir para academia e ir trabalhar. Sim, isso mesmo. Estou fazendo um exercício para elencar as qualidades positivas de cada uma e assim me reconciliar com elas.

1. Acordar às 6 horas de segunda à sexta.
- O dia rende.
- Deito as 22 horas no dia anterior.
- Chego antes das 09 horas no trabalho.
- Volto para casa as 17 horas.

2. Praticar musculação na academia.
- Eu me sinto disposta e leve ao final da prática.
- Mantenho as taxas de colesterol e glicose boas.
- Mantenho os ossos e o corpo forte.
- Mantenho o peso.
- Mantenho o humor estável.

3. Trabalhar 8 horas por dia.
- Tenho estabilidade e um salário ao final do mês.
- O que faço é útil para sociedade.
- Folgo aos sábados e domingos.
- O ambiente de trabalho é bom.

Estou pronta para resignificar o que não posso mudar. E você?


4 comentários:

  1. Esse post caiu como uma luva pra mim. Preciso me reconciliar com o fato de ter de acordar cedo. Pre-ci-so!

    http://naestradacomcecilia.blogspot.com.br/

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  2. Concordo, Andreia: se não temos como nos livrar de certas atividades, é muito melhor encará-las pelo lado positivo. Mas sem deixar de ficar de olho às possibilidades de trocá-las!

    Eu, por exemplo, odeio academia (a de ginástica, não a universitária, rs) com todas as minhas forças. Descobri isso há 5 anos e nunca mais botei o pé em uma. Me exercito, sim, de outras maneiras: caminho, corro e moro em um terceiro andar sem elevador (e não tenho carro). Ô felicidade!

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  3. Verdade. A gente tem que tentar mudar o nosso olhar sobre o cotidiano. O cotidiano tem sua importância. Tenho me esforçado para prestar atenção em cada coisa no que faço, até coisas simples como lavar a louça... isso tem me feito treinar meu pensamento pra viver todos os segundos, sem pensar demais no que vem depois, no final de semana, no feriado, no final do dia. Só aproveitar cada momento...
    Beijinhos!!!

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  4. Olá, Andreia: compreendo perfeitamente o que sente... estou a passar por essa mesma «fase» agora mesmo e não é, nem será com certeza, a última vez.Para mim, o que funciona é, para além da estratégia da Lud, é parcelar as tarefas mais aborrecidas, dividi-las por dias e levá-las a cabo por partes ao longo de um tempo delimitado. Por outro lado, ao decidirmos avançar para um tarefa deste tipo, é normal que acabemos por nos «entusiasmar» e conseguirmos avançar até mais do que pensávamos.Tornar algumas delas numa rotina boa é outra solução.

    Ao longo da vida, não há como escapar às tarefas aborrecidas que todos temos de fazer. Assim, para além de termos de ser criativos para as viver melhor e para eliminar algumas delas, a solução será sempre vivê-las o melhor possível. Incrementar a criatividade e despachá-las é pois o lema. Para tal apenas precisamos de força interior, «the bright side of the force».

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