quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Não esqueça das coisas boas da vida!

Trabalhar com a dança e ganhar o suficiente para o meu sustento foi um sonho alimentado por muitos anos. No entanto, a falta de condições financeiras e de oportunidades, juntamente com alguma dose de receio e a necessidade de buscar um emprego, fizeram com que eu escolhesse outro caminho para minha vida.



Eu escolhi fazer um curso na área de exatas porque eu tinha facilidade e ao concluir, trilhei os mesmos caminhos da minha mãe, o serviço público.

A Dança está presente na minha vida desde criança. Fiz alguns períodos de pausa. Transitei por diversos estilos. E independente do tempo e espaço, a dança é o meu momento de prazer, relaxamento, introspecção e meditação. É uma atividade que eu não quis transformar em profissão.





Penso que a profissão, aquela que traz o sustento, tem um peso maior, requer muito estudo, responsabilidade, dedicação, preparação, planejamento e disposição para se lançar em novos projetos, sempre. Algumas vezes, o trabalho é exigente e é preciso abrir mão de outros momentos para desempenhar bem as atividades. Fatalmente, acontecerão momentos de stress e desafios a serem superados. 





Penso que ao transformar a minha dança em profissão, eu encontraria todas essas questões pela frente. Prefiro a liberdade de dançar sem compromisso. Apenas quando eu quiser e puder. Pode ser que eu esteja usando pouco uma habilidade que eu tenho, porém, foi assim que a minha vida seguiu, vivi diversas histórias e, entendo que eu tenho outros planos para a dança em minha vida.

Quando eu danço, costumo ouvir elogios e incentivos para que eu me dedique mais à dança. Eu fico muito feliz! Gosto da ideia de dançar mais, afinal, é algo que me faz muito bem.




Da última vez que dancei numa turma, eu recebi dois feedbacks que foram muito importantes para mim. Para que eu pudesse pensar no significado da dança para mim e para eu esclarecer qual é o lugar que a dança ocupa na minha vida. Uma senhora me perguntou:"Você trabalha com quê?" Eu respondi. Ela disse: "Quando você dança, você se destaca. Dá um jeito e vai dançar, essa é a sua área!". Eu levei um susto e fiquei pensando no que aquela senhora de cabelos brancos me disse. Depois, uma outra colega também chegou perto de mim, e me fez a mesma pergunta. Daí, ela disse assim: "Olha, Andreia, eu também sou funcionária pública, faço meu trabalho direitinho, mas não esqueço de fazer as coisas boas da vida"!   

2 comentários:

  1. Eu venho pensado mundo sobre travalho! Queria muito um trabalho com um proposito maior, de levar para os outros algo a mais do que simplesmente um bem material adquirido. Tô nesse dilema... :(

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    1. Sabe, Bruna, é um dilema mesmo. Quando é possível fazer uma mudança, isso é ótimo. Quando não é possível, penso que refletir sobre o alcance do nosso trabalho talvez traga um propósito maior, pense a respeito, acho que ajuda. Como sou funcionária pública, eu trabalho em prol da sociedade, da melhor aplicação dos recursos públicos, é uma área difícil, tenho muitos desafios pela frente, no entanto, eu faço o meu trabalho o melhor possível e quando entrego um bom trabalho, eu me sinto com a missão cumprida. Penso que é uma questão de refinar o olhar!

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