domingo, 10 de abril de 2016

Vamos falar de confiança?

Acredito que reconhecer as próprias dificuldades e a falta de habilidade para lidar com elas é um ato de coragem e humildade. Assim como é preciso muita valentia para reconhecer que preciso de ajuda e fazer o movimento em busca dessa ajuda.

Gosto de refletir sobre as minhas questões e de chegar às minhas próprias conclusões por si. Prezo a autonomia e a capacidade de raciocínio que eu tenho.

No entanto quando estou vivendo um problema que prejudica a minha vida interferindo nos meus hábitos de sono, comportamento, alimentação, relacionamentos e trabalho, eu percebo os sinais e sei que está na hora de descartar o orgulho e recorrer a uma pessoa afim de obter ajuda. Pode ser um amigo ou amiga. O cônjuge. Os pais. Ou um profissional. 

O olhar de alguém que está de fora da problemática pode lançar luz sobre a questão, em forma de um novo ponto de vista. Gosto muito disso e costumo levar em consideração.

Para buscar a ajuda de uma pessoa, uma opinião, um conselho e um abraço, penso que a confiança é o elemento principal que deve existir. Você busca alguém em quem você confia e acredita que será bem recebido e acolhido sem julgamentos. Com esse conforto é possível dividir as angústias. E estar pronto para ouvir e refletir juntos.

Devido ao meu histórico de vida, confiar em alguém é um desafio. As voltas com essa questão, percebi a necessidade de trabalhar esse aspecto, para me sentir confiante e segura no relacionar com as pessoas. Atualmente, tenho a ajuda de um analista.Também converso com familiares e com uma grande amiga e tem sido muito bom para mim.

Vamos pensar juntos? Bem, se a confiança é algo importante quando busco a ajuda de alguém, como vou confiar os meus segredos a uma pessoa que mal conheço? No caso o analista.

Pensei muito a respeito. e na prática, estou descobrindo que a confiança é construída aos poucos, com calma, na medida da convivência, ao longo do tempo e conforme você vai conhecendo a pessoa. Em situações de amizade ou de família, é necessário que várias condições existam para que a relação de confiança se estabeleça. Algumas vezes ela acontece e outras não. Dentro de um consultório de análise, entendendo que há uma afinidade entre as duas pessoas e objetivos comuns que norteiam o trabalho, ambas as pessoas estão dispostas a construir essa relação de confiança com todo cuidado, pois, essa confiança possibilitará que a análise aconteça. Na presença da confiança, ao longo do processo, o analisando vai descobrindo a sua capacidade de superar os próprios desafios.


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