quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A frustração e a vida adulta

Quando eu coloco em palavras os sentimentos e pensamentos que passam por aqui, coração e mente, assim como fiz quando falei de um relacionamento difícil, no post anterior; ao ler o meu texto, posteriormente, eu sinto muitas coisas e chego a algumas conclusões interessantes, que tem me ajudado a mudar de atitude.




É como revisitar um local em que estive, com novos olhos e com uma sensibilidade diferenciada. Pronta para conhecer novos ângulos e acrescentar novos elementos à visão internalizada no passado.

Ao reler o texto, a primeira coisa que eu percebi foi o apego a esse relacionamento antigo. Apesar de me sentir mal no contato com ele, continuo insistindo.Trata-se de um vínculo impossível de romper, e que sinto uma urgência em encontrar um novo lugar para mim nessa relação. Vejo que há inúmeras possibilidades de agir diante dele, principalmente, de tal forma que eu me respeite, leve em consideração o que eu estou sentindo e tenha muito claro para mim que no universo do outro, o meu alcance é limitado.

Talvez seja bom, identificar até onde eu consigo ir nesse relacionar, pois há muitos anos que eu tento mudar aspectos e não tenho sucesso. Talvez seja bom, também, considerar a ajuda e a atenção que tenho oferecido e reconhecer que eu estou desempenhando bem o meu papel, dentro daquilo que eu posso fazer e que o outro me permite que eu faça. Vejo que talvez o tipo de ajuda e cuidado que eu esteja tentando reproduzir, não faça parte da minha realidade, e nem esteja no meu raio de ação.





Qual é o meu papel nessa relação? Afinal, numa relação, pressupõe-se que haja duas partes envolvidas e que cada uma precise se dedicar para que o relacionamento seja bom para ambos. E que esteja bem claro quais são os limites até onde cada um pode ir. 

Muitas vezes pensa-se de forma diferente, outras, concorda-se e o diálogo é uma ferramenta presente o tempo todo, ou, espera-se que seja. Tem momentos que não estamos disponíveis física ou emocionalmente. Ás vezes, não é possível atender a um pedido feito. Outras tantas, é preciso manter a individualidade e os pés bem fixos no chão, para não cair na cilada e acreditar que é possível satisfazer a todos os desejos do outro, o tempo todo, ou, ainda, desejar que o outro seja diferente do que ele é e do jeito que eu gostaria que ele fosse. Ilusão. É urgente se manter na realidade.


O que eu, de fato, posso fazer diante de todas essas questões? Primeiro, me respeitar. Depois, respeitar o outro. Na sequência, dialogar, dialogar e dialogar sempre que possível. Mantendo claro na mente e no coração que desejos e possibilidades são coisas diferentes e que, nem sempre, correspondem a realidade e podem ser satisfeitos.





Descobri, também, que é preciso entender, aceitar e internalizar que vivemos e vamos viver inúmeras frustrações na vida, e que é possível viver apesar delas. E que sobreviver às frustrações é um grande indício de que está se tornando adulto. Comemore, isso é bom! Te capacita para superar os seus desafios pessoais.

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