terça-feira, 13 de setembro de 2016

A retomada do amor próprio




É muito difícil lutar consigo mesmo a procura de entendimento e mudança de atitude diante de um assunto tão delicado, que é o relacionamento com alguém que eu amo.

Meu sonho é ir ver essa pessoa e sair de lá, sem alterar a voz, mente e coração tranquilos, sem ser atingida por palavras e atitudes, bem como, por colocações sem sentido.

Me sinto magoada, triste e impotente diante daquilo que eu não posso mudar. Desconfio que nenhuma palavra fará diferença.

Esbarro nas minhas próprias limitações e me vejo diante de situações em que eu preciso me preservar e me proteger, a fim de que eu consiga me manter inteira e possa manter minha vida em funcionamento.





É triste ver uma pessoa que eu gosto presa na "caixinha" que ela mesma criou. Onde vive por anos, todos os dias do mesmo jeito. A mesma rotina. Os mesmos pensamentos. As mesmas crenças. As mesmas mágoas. As mesmas dores. Um olhar preso num lugar fixo.

Ao mesmo tempo que ela escolheu viver isolada do mundo. Chata. Rabugenta. Reclamona. Infeliz. Exigente. Crítica. Autoritária. Em alguns momentos, pede companhia e atenção. Esqueceu que afastou as pessoas. Que não ofereceu amor e carinho.

A sua dor, não é só sua. Ela magoa e machuca quem está por perto. E eu também sou afetada por sua dor.

Tenho tirado desse relacionamento tantas constatações e conclusões fortes. Doentio.Tóxico para mim.

Paciência. Acabou. Calma. Acabou. Amor, diluiu-se. Já não sei onde eu encontro esses elementos, e se sou capaz de oferecer algo assim para ela.

Estou assustada. Não são sentimentos bons. Luto contra, e, ainda assim, esse relacionamento desperta todos esses sentimentos em mim. Algo não está bem. Assim, não está bom para mim.

Embora, eu perceba todas essas distorções, insisto para que dê certo, feito filhos de alcoólatras, drogados, ou de pais violentos. Resta uma esperança, lá no fundo do coração, de que a pessoa possa mudar. No entanto, isso não acontece. Exceto, quando a pessoa desperta.

Bem, é isso que eu tenho. Eu não posso mudar a pessoa para que nosso convívio seja ameno. Eu não posso abrir a cabeça dela e colocar lá dentro bom senso, educação, positividade e amor genuíno.




A energia, a paciência, a calma e o amor que eu tenho, escolho oferecê-lo a mim primeiramente, para que eu tenha discernimento para escolher o que me faz bem. Para curar as minhas feridas. Para me oferecer proteção.

Para mim, que é verdadeiramente a parte que me cabe nessa história, sinto que preciso aprender a suportar a frustração. Desenvolver força interior. Entendimento. Serenidade. Aceitação. Desapegar, soltar. Me libertar. Deixar o vento levar. Tocar a minha Vida. E aceitar que o outro siga o rumo que escolheu.



Um comentário:

  1. Andreia, experiências com essa nos fazem rever o modo como enxergamos a vida, como enxergou as pessoas. E quando você começa a perceber que você é especial, que você muda a cada tropeço, você aprende que há muitos tipos de amores na vida. E que o destino pode apenas estar te preparando para viver algo muito melhor. E que essa jornada, felizmente ou infelizmente, precisa ser feita.
    Hoje, depois de alguns anos de muito amadurecimento e algumas lágrimas misturadas a centenas de páginas de texto no word, concordo com quem afirmou que os melhores amores não são os primeiros, mas sim os últimos. Os melhores amores são os capazes de amar apesar das tantas cicatrizes aparentes. Os melhores amores são aqueles que você encontra aconchego depois da tempestade.
    E eu garanto: não é fácil, mas é surpreendentemente possível.
    Bola pra frente e fique bem. bjs y

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