sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Convivendo com pessoas não-minimalistas

Esses dias eu estava conversando com algumas colegas sobre mudanças e organização de casa. Falávamos sobre a busca de imóvel para alugar em uma nova cidade.

Como eu nasci e vivi muitos anos na cidade para onde a colega pretende se mudar, eu me dispus a falar um pouco sobre os bairros que conhecia e dei algumas dicas para morar bem localizado, por um valor justo. Fui ouvida e espero ter ajudado de alguma forma.

Falei voluntariamente sem nenhuma pretensão ou garantia de que as minhas dicas seriam utilizadas. Eu não sabia o que a pessoa buscava. Levei basicamente em consideração o custo/benefício.






Depois veio a segunda parte do diálogo, confesso que fiquei com cara de vaca olhando! Hã!? Como!? Ouvi muitas coisas e entendi que, na verdade, a preferência era por bairros com nível social médio-alto e por um imóvel grande. O oposto do que sugeri. 

Depois do papo, obviamente, eu parei para pensar no que tinha acontecido. Talvez se eu tivesse ouvido primeiro o que ela queria, possivelmente, eu me detivesse às dicas para bairros "chiques". No entanto, para mim é tão natural buscar algo econômico que eu nem imaginei o rumo que a conversa ia levar.

Encontrei uma realidade diferente da minha e percebi que eu ainda fico surpresa. Pelas circunstâncias, eu convivo com pessoas que gostam de luxo e fazem questão de ostentar o que têm. Sinceramente, eu acho uma pena e torço para que elas despertem para os valores humanos da vida. 

De fato, buscar uma vida simples por escolha ainda é algo novo na nossa sociedade, embora acredite que é uma filosofia de vida em expansão. Leio tantas pessoas minimalistas e vejo tantas iniciativas de jovens que buscam oferecer algo positivo para a sociedade, que tenho a impressão de que somos muitos e que já estamos fazendo diferença no Mundo.

Descobri que além dessa questão de números, há um desafio maior que é seguir convivendo pacificamente com pessoas não-minimalistas. Manter os diálogos e respeitar as diferenças e escolhas de cada um. Vi que falar sobre consumo consciente e sobre as reais necessidade de uma vida é muito bom, talvez faça eu e o outro pensarmos mais a respeito. E que  o nosso ouvir, nos faça entender a motivação de quem fala e nasça daí o respeito genuíno.






E você, como se relaciona com pessoas que não são minimalistas? Fala sobre suas escolhas?

8 comentários:

  1. Eu era uma pessoa não minimalista e quando decidi mudar de vida, os meus amigos continuaram na mesma. Aos poucos vou ficando mais calada, ouço mais e no fim falo sobre o que eu acho e o que eu escolheria, como é óbvio, e acontece cada vez mais, os interesses deles são diferentes dos meus mas não faz mal, eu continuo a gostar deles assim :-) Confesso que às vezes sabia bem ter alguém no mesmo caminho que eu para partilhar experiências...

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    1. É, vamos mudando e os nossos interesses também, os amigos seguem as suas vidas e por vezes, acho que vai acontecendo uma certa distância, devido aos costumes diferentes. Normal, e acho que tudo se ajeita. A sim, um boa companhia para trocar ideias é muito bom!

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  2. Olá Andreia!!

    Impressionante como nós os seres humanos somos diferentes uns dos outros em muitas coisas. Mas isso tem o seu lado positivo, podemos aprender com isso o que podemos melhorar e aquilo que realmente queremos e não queremos para nós!
    Eu sou uma pessoa super organizada, adoro destralhar, doar, partilhar, cada vez mais me identifico com menos. Muitas das pessoas que me rodeiam não são assim. Eu aceito-as tal e qual como são. Mesmo que muitas vezes as suas maneiras de pensar e de agir me deixei boquiaberta.. Muitos ao ouvir, despertam a sua consciência, outros estão tão focados no seu mundo que nos acham loucas e acham que ter mais é que é bom!! Enfim, cada um com o seu caminho. Eu já fico feliz com aqueles que vão despertando!!
    Beijinho enorme e bom fim de semana. (desculpa o testamento)

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    1. É... somos diferentes e é muito bom! Lá em casa já me disseram que quando eu comecei com o Minimalismo não me levaram a sério! Pode?! Sigo firme e forte. Fique à vontade! Beijosss

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  3. Também levo um susto quando presencio esse tipo de situação. Na minha cabeça não entra mais esse estilo de vida, talvez porque escolhemos viver de maneira mais leve e despretensiosa, não sei ao certo. Não falo muito com meus familiares e amigos sobre minhas escolhas, prefiro que eles mesmos percebam, só falo quando me perguntam não sei como você tem tempo para fazer tudo isso (as vezes é uma sobremesa para o almoço de domingo, ou conseguir ler alguns livros) ou dinheiro para viajar. Aí sim digo como reduzi meu tempo limpando a casa, cuidando de coisas, economizando comprando somente o necessário. Parece que assim eles acabam me escutando melhor. A base de tudo é o respeito de ambos os lados.

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    1. Essa troca é legal, principalmente quando a pessoa pergunta. Aí sim, dá resultados!

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  4. Você não sabe o quanto eu me identifiquei com seu texto!!!!!!
    Sou super criticada,as pessoas acham que aderi por modinha,e que nada do que falo faz sentido,e pelo fato de ter consciencia de superfluos me chamam de mao-de-vaca,chato né?
    Por isso existe esses blogs com tema em comum,é como se trocássemos, ideias,isso nos incentiva a não desistir.

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    1. Sei como é, e é realmente muito chato ser criticada. Por outro lado, você sabe do seu coração e de suas reais intenções. Muitas vezes as pessoas criticam porque não conseguem compreender! Siga em frente! Estou aqui para trocar ideias!

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