terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Mantenha o olhar e o coração compassivos

Acredito que a vida fica mais gostosa quando vivida em parceria. Gosto tanto de repartir aquilo que me acontece, assim como, alegrar e apoiar os que estão por perto.






São tantos os momentos em que, nós, seres humanos, precisamos das pessoas, que talvez seja quase impossível viver sozinho. Eu ainda não planto meus alimentos, nem produzo grande parte do que eu preciso e também não tenho conhecimentos muito específicos. Eu recorro às pessoas para buscar suprir essas necessidades. Fora as questões práticas, há aqueles momentos em que eu busco apenas um abraço carinhoso.

Eu disse que partilhar é muito bom. Eu não disse que é fácil! É algo que precisa de flexibilidade e habilidade. Saber o que dizer e para quem dizer requer um misto de sabedoria, astúcia e treino. Outro tanto de auto controle e de sensibilidade. Respeito e noção de limites pessoais.

Em várias fases da minha vida, eu vivi muito sozinha. Dificilmente, eu partilhava a minha vida com outras pessoas e eu procurava ser o mais independente possível. A medida que eu fui amadurecendo, pude perceber como é importante partilhar. E que tentar ser absolutamente autossuficiente é algo meio ilusório.

Esses últimos dias, por conta do adoecimento de minha mãe, tenho tido contato com várias pessoas. Tenho me obrigado a sair do meu abrigo, meu lugar. Por meio de conversas gerais ou conversas pessoais e íntimas, posso trocar idéias e perceber que as dificuldades e as alegrias humanas são semelhantes, sabe? E que, de alguma forma, estamos todos juntos nessa aventura e que sempre dá para oferecer e receber ajuda. Um gesto simples como ouvir verdadeiramente o outro e oferecer algumas palavras de conforto faz muita diferença.

Estou procurando manter a minha visão ampliada para perceber o que acontece comigo e o que acontece a minha volta. E assim, ver que existem muitas outras famílias passando dificuldades parecidas com as minhas. Essa percepção me dá uma sensação de que pertenço a uma família maior. E que não se sabe o que o outro está passando. Por isso, é muito bom manter o olhar e o coração compassivos, receptivos e prontos para viver os desafios da vida e aprender com eles e com as pessoas.

Um comentário:

  1. Eu gosto de pensar que por mais independentes que possamos ser sempre precisamos de outras pessoas. Tenho poucos amigos e pessoas próximas que eu realmente amo, gosto de pensar que mesmo as pessoas que não fazem parte do que as pessoas normalmente nomeiam família, eu chamo de família. Meus amigos são minha família. E eu cuido de todos da mesma forma que eu sei que eles cuidarão de mim quando eu precisar.

    ResponderExcluir

Lidando com sentimentos de perda

Tenho lidado com sentimentos intensos e profundos, ultimamente. Uma sensação de perda enorme. De que está faltando uma pessoa muito importan...