quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Reconheça sua raiva e tire proveito disso

Ando atenta às minhas relações. Talvez seja o reflexo do tempo em que andei introspectiva pensando sobre mim; quando percebi que o que acontece fora, também reflete no pessoal, trazendo pensamentos e sensações atuais e do passado.





O relacionamento com minha mãe ilustra bem o pensamento. Parece que cada situação que vivemos hoje, não se trata apenas dessa em particular. Percebo que cada situação vivida ressuscita outras histórias semelhantes, vividas no passado. As emoções são intensas e tudo parece muito maior do que é na atualidade!

Normalmente, quem está de fora, não vê a situação como eu vejo e não sente o que eu sinto. E não entende o porquê de tanto "barulho", sabe? 

Eu gosto muito de dialogar, acredito que uma boa conversa pode evitar problemas ou mal entendidos, trazer verdades e esclarecimentos, onde cada um pode se expressar como é. Eu busco agir assim e enxergo a vida do mesmo modo. No entanto, as pessoas com quem me relaciono são diferentes, pensam e agem de forma diferente. Natural. Talvez, fale de forma indireta ou não estejam dispostas a ter uma conversa oficial. Cada um a seu modo e, por isso, as expectativas de ambas as partes são frustadas.

Eu estava acreditando que ajudava minha mãe na sua recuperação buscando uma pessoa para auxiliá-la. Ela aceitou num primeiro momento, devido a necessidade inicial e depois por não querer conversar comigo a respeito. Na prática do cotidiano, ela achou que não precisava mais da pessoa. Normal, né? E que bom! Sinal que ela está bem!





Passamos um tempo meio alheias à situação. Ela não me contou o que pensava. Eu não perguntei como estava. Acreditei, bobamente, que estava dando certo! Finalmente! Apesar de saber que ela quer preservar a sua independência a todo custo. Ela foi "tolerando" a tal ajuda. Sabe o que aconteceu? Quando eu perguntei como estava com a ajudante, ela se alterou, a irmã dela também, discutimos feio e resultou na demissão da enfermeira.

Na discussão, veio à tona, de forma intensa, muita raiva e mágoas do passado. Percebi que o nosso relacionamento funciona desse jeito desde a minha adolescência e que eu não gosto disso. Sensação de desonestidade, de frustração, de ter cometido erro e de não ter visto o que estava acontecendo. Enfim. Muita coisa! Muita coisa para ser revista.

Colocando o olhar em mim, pois é quem me diz respeito, eu me pergunto. Porque foi preciso chegar a este ponto para que a situação fosse vista, conversada e resolvida? Será que uma iniciativa de conversa honesta das partes  não teria sido uma boa opção? E eu, porque me enganei, se, na verdade, eu conheço minha mãe? Será que eu achei que minha maneira de conduzir a situação era a mais adequada? Será que esqueci que o outro é diferente de mim? Porque não percebi os sinais de que não estava dando certo? E agora, como eu lido com toda essa raiva que eu sinto? Ficam muitos questionamentos, sabe? Alimento para muito trabalho interior.

Os sentimentos ainda estão à flor da pele e eu estou procurando lidar com todos eles. Reconhecendo cada um e me oferecendo o tempo que eu preciso. Penso que a discussão teve a sua função e eu estou tirando proveito dela, no sentido, de buscar entender o acontecido, a forma de funcionamento desse relacionamento e o que eu posso fazer diferente. Quero entender, também, de onde vem toda essa raiva, o que ela significa para mim e o que eu posso aprender com tudo isso. Estou caminhando.

E você como lida com sua raiva? Como se relaciona com seus pares?


2 comentários:

  1. Lido com a raiva saindo de perto de quem me enraivece. Ou seja, fujo.

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  2. Eu explodo fácil e sou extremamente transparente; graças a Deus, me dou muito bem com meus pares.
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

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